quarta-feira, 30 de junho de 2010
Lista de Pedágios
http://estaticog1.globo.com/2010/06/27/artesp-tarifas-pedagios-julho-2010.pdf
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Política de trânsito em Piracicaba
Opinião
Trânsito de Piracicaba
Do leitor
O trânsito diário na cidade de Piracicaba anda caótico, é o que se tem percebido ao fazer parte dele. Mas o que me impressiona é que não percebo uma política municipal no sentido de um trabalho orientado e voltada à conscientização de motoristas e pedestres por meio das equipes de agentes da Semutran para uma melhora no fluxo viário como inclusive consta na legislação Nacional do trânsito. Nunca se é abordado para uma orientação por algum agente de trânsito com algum material educativo. Quando avistamos um deles, com certeza está com bloco e caneta na mão percorrendo ruas centrais e multando veículos estacionados em local de estacionamento pago. Não os culpo, mas chamo atenção aos responsáveis desta política de trânsito municipal que os gerencia e orienta desta forma.
Fábio Leissmann - professor da rede estadual de ensino
Educação no modelo tucano de SP
matemática
Oito turmas, de 5ª e 6ª séries, da Escola Estadual Lasar Segall, na Vila
Mariana (zona sul de SP), estão sem professor de matemática de forma
permanente desde o início do ano. As aulas eventuais, a falta de avaliação e
a descontinuidade no ensino provocaram a revolta dos pais no fim do primeiro
semestre. Nem os pais nem a Secretaria de Estado da Educação souberam
informar quantos alunos são prejudicados pelo problema.
Mãe de aluna da 5ª série, a auxiliar de limpeza Maria Aparecida Batista da
Silva, 33 anos, diz que recebeu o boletim da filha sem nota alguma na
disciplina, mas, quando consulta a internet, aparece a nota 5 --mesmo a
garota não tendo realizado avaliações anteriores. "Minha filha é bastante
interessada, mas fica desestimulada com isso. Pensei até em trocá-la de
escola, mas também não há vaga em outro lugar", diz.
Agora
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Estudantes brasileiros homenageiam o escritor José Saramago
“Toda nossa homenagem a José Saramago! Suas palavras escritas e ditas estarão eternizadas na historia humana”, declarou o presidente da UNE, Augusto Chagas, ao saber da perda. “Além de um dos maiores escritores da língua portuguesa, ele era um homem de ideias, militante

A não poucos deverá parecerá estranho que venha aqui falar destes temas um sujeito que nunca se sentou nas aulas de uma universidade nem passeou pelas suas alamedas, e que, além do resto, conserva desde há longos anos inclinações ideológicas e políticas que o tornaram, aos olhos das pessoas bem pensantes, em alvo das piores suspeitas. Digamos, então, repetindo a frase clássica, que se trata de um caso em que o vício, talvez por não ter mais nada que perder, se resignou a prestar homenagem à virtude. Espero que os bons propósitos que me animam nesta hora de gratidão e júbilo vos mereçam crédito bastante para que venha a ser-me perdoado algum erro de apreciação, de perspectiva, algum lapso, simplesmente, nascido de um conhecimento insuficiente, que desde já confesso, das matérias em exame. Rogo-vos, portanto, a par da atenção e da simpatia que vos são naturais, a mais extremada benevolência de que sejais capazes.
É costume afirmar-se que ninguém é tão exigente e escrupuloso em questões de religião como um céptico, particularmente aquelas que se relacionarem com o dever de obediência estrita aos preceitos de carácter ético que nela se contêm. Compreende-se que seja assim: tendo perdido todas as esperanças de entrar no céu, se alguma vez as chegou a alimentar, o céptico chama a si o direito de reclamar dos crentes que, enquanto vivos, se comportem de maneira a merecerem a imensa sorte que lhes foi prometida no paraíso... Ora, pela mesma ordem de razões, não me tendo sido nunca abertas, como aluno, as portas do céu universitário, pertence ao domínio da mais pura lógica compensativa manifestar eu o desejo de que as duas partes em causa, isto é, a instituição que ensina e os estudantes que aprendem, venham a alcançar um ponto perfeito de equilíbrio, quer no grau da exigência mútua quer na intensidade da auto-exigência própria. Exigência no plano da didáctica, naturalmente, mas também, e esta será a motivação primordial do meu discurso, exigência formativa.
Não ignoro que a principal incumbência assinada ao ensino em geral, e em especial ao ensino universitário, é precisamente a formação. A universidade, diz-se, prepara o aluno para a vida, transmite-lhe os saberes adequados ao exercício cabal de uma profissão escolhida entre o conjunto de necessidades manifestadas directa ou indirectamente pela sociedade, escolha essa que se algumas vezes pôde deixar-se guiar pelos imperativos morais de uma vocação, é com mais frequência a resultante quase automática dos diversos progressos tecnológicos e científicos, e também, como sua consequência natural, das demandas empresariais interessadas, quando não de nem sempre explicadas tendências caprichosas do mercado de trabalho que actuam com a força atractiva de irresistíveis tropismos. Em qualquer caso, a universidade terá sempre razões para considerar que cumpriu o papel que lhe foi atribuído, isto é, entregar à sociedade gente nova supostamente dotada de suficiente preparação para receber e integrar no seu acervo de conhecimentos aquelas lições que ainda lhe faltam, as da experiência, madre de todas as coisas humanas, e, no futuro, os ensinamentos complementares que lhe serão proporcionados por essa outra madre moderna e providencial a que demos o nome de «formação contínua», a qual, como é sabido, tem a obrigação de nos manter actualizados na actividade profissional até ao último dia das nossas vidas...
Chegados a esta altura do exposto, se a universidade, como era seu dever, formou, e se a formação contínua tomará à sua conta o resto do trabalho, a pergunta é inevitável: «Onde está o problema?» O problema, o meu problema, não o vosso, reside no facto de até agora me ter limitado a falar da formação necessária ao bom desempenho de uma profissão, deixando provisoriamente de lado a formação do indivíduo, da pessoa, do cidadão, essa suprema trindade terrestre, três em um corpo só. É tempo de tocar o delicado assunto.
Qualquer projecto formativo pressupõe, obviamente, um objecto e um objectivo. O «objecto» é a pessoa a quem se quer formar, o objectivo está na natureza e na finalidade da formação. Uma formação literária, por exemplo, não apresenta mais dúvidas que as que resultarem dos métodos de ensino e da maior ou menor capacidade de recepção ou interesse do educando. A questão, porém, mudará radicalmente de figura sempre que se trate de formar pessoas, isto é, sempre que se pretenda incutir no que designei por «objecto», não as simples matérias disciplinares que constituem um curso, mas um complexo de valores éticos e relacionais que se supõe serem tão indispensáveis à vida como o será a aquisição dos conhecimentos teóricos e práticos necessários ao exercício de uma profissão. No entanto, formar pessoas não é, por si só, um aval tranquilizador. Uma educação que propugnasse ou admitisse ideias de superioridade racial ou biológica estaria a perverter a própria noção de valor, colocando o negativo no lugar do positivo, substituindo os ideais solidários do respeito humano pela xenofobia e pela intolerância. Desgraçadamente, não nos faltam exemplos na nossa história antiga e recente.
Aonde pretendo chegar com este já longo arrazoado? À universidade. E também à democracia. A universidade, porque, em minha modesta opinião, ela deveria ser, tanto ou ainda mais que uma instituição dispensadora de conhecimentos, o espaço por excelência da formação do cidadão, da pessoa educada nos valores da solidariedade humana e do respeito pela paz, educada também para a liberdade, educada para o espírito crítico, para o debate responsável das ideias. Argumentar-se-á que uma parte importante dessa tarefa pertence por definição à família, como célula básica da sociedade, porém, demasiado o sabemos, a instituição familiar atravessa uma crise de identidade que a tornou impotente diante das transformações de todo o tipo que distinguem o nosso tempo. A família, salvo dignas mas não numerosas excepções, tende a entorpecer as consciências, ao passo que a universidade, sendo, como é, lugar privilegiado de pluralidades e encontros, congrega todas as condições para suscitar, estimulando-a, uma aprendizagem prática e efectiva dos mais amplos valores democráticos, começando pelo que me parece fundamental: o questionamento da própria democracia. Há que procurar a maneira de reinventar de alguma forma a democracia, de arrancá-la à imobilidade a que foi condenada pela rotina e pelo descrença, bem ajudadas, uma e outra, pelos diversos poderes políticos e económicos a quem convém manter a decorativa fachada do edifício democrático, mas que nos têm impedido de verificar se por trás dela ainda algo existe. Se quereis a minha opinião, o que ainda resta é, quase sempre, usado muito mais para armar de eficácia as mentiras que para defender as verdades. O que chamamos hoje democracia assemelha-se tristemente ao pano solene que cobre a urna onde já está apodrecendo o cadáver. Reinventemos, pois, a democracia antes que seja demasiado tarde. E que a universidade nos ajude. Ela pode, vós podeis.
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José Saramago, escritor português, Prêmio Nobel de Literatura (1988)
1922-2010
www.josesaramago.org
Seminário: A mídia e os movimentos sociais
Fonte: Boletim da Apeoesp/ Fax Urgente nº60
No próximo dia 1º de julho, a APEOESP promoverá o seminário “A mídia e os movimentos sociais”.
O seminário deve contar com a presença de jornalistas representando alguns dos principais órgão de comunicação de São Paulo, e debater a postura dos meios de comunicação – jornais, emissoras de rádio e TV – na cobertura dos movimentos sociais, como a greve dos professores. Mais do que nunca, os movimentos sociais têm sido criminalizados pelo governo do Estado e por alguns veículos de comunicação.
Participem! O seminário acontecerá no Hotel Braston, à rua Martins Fontes, 330, Capital
APEOESP move ação judicial pelo recálculo da URV
Fonte: Boletim da Apeoesp/ Fax Urgente nº60
APEOESP impetrará ação judicial aos professores associados com o objetivo de pleitear o recálculo dos vencimentos e/ou proventos, bem como as diferenças devidas nos últimos cinco anos anteriores ao ajuizamento da demanda, decorrente da perda sofrida com a alteração do Sistema Monetário Nacional que instituiu a URV (Unidade Real de Valor) e, posteriormente o Real.
A ação deve-se ao fato do governo de São Paulo ter descumprido a Lei Federal nº 8.880/94 que
determinava, primeiramente, em 01/03/1994, a conversão dos vencimentos/proventos dos servidores públicos para URV e, a partir de 01/07/1994 para o Real. O governo estadual converteu diretamente para o Real, acarretando uma perda salarial da ordem de 10,30%.
A proposição da ação pela APEOESP se dá após a pacificação pelo Supremo Tribunal Federal e
Superior Tribunal de Justiça de que se aplica aos Estados, Municípios e Distrito Federal o critério de conversão dos vencimentos e salários em URV, e depois em Real, determinado pela Lei Federal.
Com isso, várias dúvidas sobre o assunto foram dirimidas, possibilitando o ajuizamento da ação.
Os interessados na ação (servidores que estavam vinculados ao Estado até julho de 1994: titulares de cargo, ACTs, celetistas e estáveis, além dos aposentados e pensionistas) deverão providenciar os documentos listados abaixo, encaminhando-os à Sede Central ou à subsede que os representa a partir do dia 21 de junho de 2010.
Mais informações podem ser obtidas na Secretaria de Legislação e Defesa dos Associados na
Sede Central e/ou nos escritórios regionais nas respectivas subsedes.
Documentos necessários
Procuração e Declarações (impressos podem ser retirados na Sede Central ou nas subsedes);
cópia do RG e do CPF;
cópia dos holerites dos meses de novembro de 1993 a agosto de 1994 (para os que possuírem
esses documentos);
cópia do último holerite;
Taxa de R$ 40,00
