A escola que temos
Muito se fala em salário digno e justo aos profissionais da educação. É um fator sim muito importante entre tantos outros como o plano de carreira, as condições de trabalho nas unidades escolares e boas políticas públicas pedagógicas de ensino que compõem o conjunto da educação. Mas infelizmente começa mais um ano letivo na rede pública de ensino de São Paulo e o que vemos? Bom, no primeiro dia de planejamento nas escolas os informes que pautaram o inicio das atividades foram: de que o professor precisa pagar a chave do portão, a chave do armário do controle remoto do estacionamento (senão seu carro é roubado, depredado), da água para beber, do cafezinho, vender rifa e ajudar a organizar bingos para ajudar custear a despesa da compra de geladeira para a sala dos professores, despesa dos funcionários contratados pela APM, pois a receita está deficitária, etc. Será que o salário defasado por falta de reajuste há vários anos vai ser suficiente para cobrir tudo ao fazermos o papel do Estado? Bom, após esses informes foi falado sobre as atividades de lecionar. Será que sobrará tempo para lecionar após as tarefas de organizar bingos, vender rifas? Apesar das extensas jornadas semanais e salas lotadas de alunos deve sobrar um tempo sim para fazer as atividades extras, imagino que deva ser aos fins de semana. Desta forma imaginemos como deva ser a qualidade de ensino!
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